EcoSisters: Laura Marnezti on Slow Processes and the Ethics of Making (Mexico)

In this interview from the EcoSisters series, Laura Marnezti, a Mexican costume designer with nearly fifteen years’ experience, reveals how her interest in sustainability stemmed from a ‘craft ethic’ that values slow processes, manual techniques, and dignified labour. Exploring costumes as living sculptures that modify spatial and bodily perception, she works intuitively with circularity, transforming existing materials and natural fibres. For Laura, sustainability emerges more from the close proximity to materiality and respect for those who work with it, not as an imposed theoretical framework. She believes that having gentler production schedules with maintenance and repair programmes (instead of replacement) would facilitate organic ecological practices without forcing creative processes.

Laura Marnezti is a performance designer, visual artist, and educator. She graduated from ENAT and holds a Master’s degree in Visual Arts from UNAM, complementing her training with a research residency in the Master’s Program in Sound Art at the University of Barcelona in 2016. She has received international recognition, including the 2nd place in Professional Costume Design at World Stage Design (WSD) 2025 in Sharjah, 3rd place in Emerging Costume Design at WSD 2022 in Canada, and the Award for Best Scenography at the Festival International des Écoles Supérieures d’Arts Dramatiques in 2023 in Morocco. Her work has been featured in major exhibitions and international platforms such as the Prague Quadrennial (2011, 2019, and 2023), Critical Costume (2020 and 2022), and World Costume in Action (2022 and 2023).

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Instagram: @laura.marnezti
Email: marnezti.design@gmail.com

*Você pode encontrar a entrevista traduzida para o português abaixo. *Puede encontrar la entrevista traducida al español a continuación.

Could you please introduce yourself?

I am a costume designer, visual artist, and teacher with nearly fifteen years of experience. My practice explores costume as a sculptural and movement device, as well as an extension of the body that modifies the perception of space and presence. I work from an approach that consists of integrating sculptural values into stage costume design. Throughout my career, I have collaborated with companies, cultural institutions, and interdisciplinary projects in Mexico and some internationally.

Can you talk about how your interest in sustainability came about? (i.e., interest in ecoscenography and sustainable theatre practice)

My interest did not arise from the formal concept of “sustainability”, but rather from a more focused concern for processes, valuing the knowledge of my team, and the connection with materials.

In that sense, my approach may resonate with ideas of sustainability. It does not stem from an ecological theoretical framework, but rather from a craftsmanship that privileges care, awareness, and respect for resources and those who work with them.

Can you tell me more about your sustainable design practices?

In my work, there are decisions that may coincide with practices associated with sustainability, such as reusing materials, transforming existing pieces, or taking advantage of resources that are already available. However, these choices stem from the way I relate to materiality and artisanal processes. For me, these practices come from an ethic of care and respect for the environment and manual labor.

How do you integrate circularity into your design processes?

Sometimes a material continues its life in another project or is reconfigured, as a natural part of my process, where materials find new uses according to the needs of the work.

How do you integrate eco-creativity into your design processes? (i.e., ecological approach to your artistic process)

My approach is more linked to the body, movement, and expressions of clothing as living sculpture. If there is any affinity with ecology, it arises from my proximity to the materials. I recently did a project where I focused on natural fibers, germination processes, and artisanal techniques. I consider this project most closely linked to eco-creativity.

Do you think being sustainable limits your aesthetic?

When I work with natural materials or materials available in my environment, rather than feeling restricted, I find different possibilities. I observe the textures, the behavior of the material, and the dialogue with the body. Although my practice is not strictly based on a theoretical framework of sustainability, I focus on a conscious and respectful relationship with materiality, manual processes, and body care. In that sense, the decisions I make have not limited my aesthetic, but have expanded other ways of experimenting with costumes and their stage presence.

Have you worked with any organizations that has an environmental policy?

So far, I have not collaborated directly with organizations that have environmental policies specifically applied to costume design or stage processes. However, my team and I strive to use resources responsibly, promoting artisanal production practices and ethical decisions.

What would make it easier for you to do things in a greener way?

I think it would be easier to work in an environmentally friendly way if there were a solid program that supports and encourages repair and maintenance instead of replacement. It would also help if production schedules allowed for slower and more thoughtful processes, as careful practices take time and are not always compatible with the urgency of stage projects. From my personal practice, I believe that having these conditions in place would allow for the integration of eco-friendly strategies in a more organic way, without forcing the creative process.

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EcoSisters: Laura Marnezti sobre Processos Lentos e a Ética da Criação (México)

Nessa entrevista da série EcoSisters, Laura Marnezti, designer de figurinos mexicana com quase quinze anos de experiência, revela que seu interesse em sustentabilidade não surgiu de teorias ecológicas formais, mas de uma ética artesanal que valoriza processos lentos, técnicas manuais e trabalho digno. Explorando figurinos como esculturas vivas que modificam a percepção espacial e corporal, ela trabalha intuitivamente com circularidade, transformando materiais existentes e fibras naturais. Para Laura, sustentabilidade emerge da proximidade com materialidades e do respeito por quem as trabalha, não como marco teórico imposto. Ela acredita que calendários de produção mais pausados e programas de manutenção e reparo, em vez de substituição, facilitariam práticas ecológicas orgânicas sem forçar processos criativos.

Laura Marnezti é designer cênica, artista visual e professora. Formada pela ENAT e mestre em Artes Visuais pela UNAM, complementou sua formação com uma bolsa de pesquisa no Mestrado em Arte Sonora da Universidade de Barcelona em 2016. Ela foi reconhecida internacionalmente, obtendo o 2º lugar na categoria Design de Figurino Profissional no World Stage Design (WSD) 2025 em Sharjah, o 3º lugar em Figurino Emergente no WSD 2022 no Canadá e o prêmio de Melhor Cenografia no Festival International des Écoles Supérieures d’Arts Dramatiques 2023 em Marrocos. Seu trabalho fez parte de importantes exposições e encontros internacionais, como a Prague Quadrennial (2011, 2019 e 2023), Critical Costume (2020 e 2022) e World Costume in Action (2022 e 2023).

Você poderia se apresentar?

Sou figurinista, artista visual e professora com quase quinze anos de experiência. Minha prática explora o figurino como um dispositivo escultural e de movimento, bem como uma extensão do corpo que modifica a percepção do espaço e da presença. Trabalho a partir de uma abordagem que consiste em integrar valores esculturais ao design de figurinos para teatro. Ao longo da minha carreira, colaborei com empresas, instituições culturais e projetos interdisciplinares no México e alguns internacionalmente.

Você pode falar sobre como surgiu o seu interesse por sustentabilidade?

Meu interesse não surgiu do conceito formal de “sustentabilidade”, mas sim de uma preocupação mais focada nos processos, valorizando o conhecimento da minha equipe e a conexão com os materiais.

Nesse sentido, minha abordagem pode ressoar com ideias de sustentabilidade, mas não decorre de um marco teórico ecológico, e sim de um artesanato que privilegia o cuidado, a consciência e o respeito pelos recursos e por aqueles que trabalham com eles.

Você pode me contar mais sobre suas práticas de design sustentável?

No meu trabalho, há decisões que podem coincidir com práticas associadas à sustentabilidade, como reutilizar materiais, transformar peças existentes ou aproveitar recursos que já estão disponíveis. No entanto, essas escolhas decorrem da maneira como me relaciono com a materialidade e os processos artesanais. Para mim, essas práticas decorrem de uma ética de cuidado e respeito pelo meio ambiente e pelo trabalho manual.

Como você traz a circularidade para seus processos de design?

Às vezes, um material continua sua vida em outro projeto ou é reconfigurado, como parte natural do meu processo, em que os materiais encontram novos usos de acordo com as necessidades do trabalho.

Como você incorpora a eco-criatividade em seus processos de design?

Minha abordagem está mais ligada ao corpo, ao movimento e às expressões da roupa como escultura viva. Se há alguma afinidade com a ecologia, ela surge da minha proximidade com os materiais. Recentemente, fiz um projeto em que os materiais se concentravam em fibras naturais, processos de germinação e técnicas artesanais. Considero esse meu projeto o mais ligado ao tema. Acho que, com ele, estou me aproximando de outras estratégias de trabalho.

Você acha que ser sustentável é uma limitação na sua estética?

Quando trabalho com materiais naturais ou materiais disponíveis no meu ambiente, em vez de me sentir limitada, encontro diferentes possibilidades. Observo as texturas, o comportamento do material e o diálogo com o corpo.

Embora minha prática não se baseie estritamente em um quadro teórico de sustentabilidade, concentro-me em uma relação consciente e respeitosa com a materialidade, os processos manuais e os cuidados com o corpo. Nesse sentido, as decisões que tomo não limitaram minha estética, mas expandiram outras formas de experimentar com figurinos e sua presença no palco.

Você já trabalhou com uma organização que tem uma política ambiental?

Até agora, não colaborei diretamente com organizações que tenham políticas ambientais especificamente aplicadas ao design de figurinos ou processos cênicos. No entanto, minha equipe e eu nos esforçamos para usar os recursos de forma responsável, promovendo práticas de produção artesanal e decisões éticas.

O que tornaria mais fácil para você fazer as coisas de uma forma mais sustentável?

Acho que seria mais fácil trabalhar de forma ecológica se houvesse um programa sólido que apoiasse e incentivasse a reparação e manutenção em vez da substituição. Também ajudaria se os cronogramas de produção permitissem processos mais tranquilos e cuidadosos, pois práticas cuidadosas levam tempo e nem sempre são compatíveis com a urgência dos projetos de palco. Com base na minha prática pessoal, acredito que ter essas condições permitiria a integração de estratégias ecológicas de uma forma mais orgânica, sem forçar o processo criativo.

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EcoSisters: Laura Marnezti sobre los Procesos Lentos y la Ética de la Creación (Mexico)

En esta entrevista de la serie EcoSisters, Laura Marnezti, diseñadora de vestuario mexicana con casi quince años de experiencia, revela que su interés en la sostenibilidad no surgió de teorías ecológicas formales, sino de una ética artesanal que valora procesos lentos, técnicas manuales y trabajo digno. Explorando el vestuario como escultura viva que modifica la percepción espacial y corporal, trabaja intuitivamente con circularidad, transformando materiales existentes y fibras naturales. Para Laura, la sostenibilidad emerge de la proximidad con las materialidades y del respeto por quienes las trabajan, no como marco teórico impuesto. Considera que calendarios de producción más pausados y programas de mantenimiento y reparación, en lugar de reemplazo, facilitarían prácticas ecológicas orgánicas sin forzar procesos creativos.

Laura Marnezti es diseñadora escénica, artista visual y docente. Egresada de la ENAT y Maestra en Artes Visuales por la UNAM, complementa su formación con una estancia de investigación en el Máster en Arte Sonoro de la Universitat de Barcelona en 2016. Ha sido reconocida internacionalmente, obteniendo el 2º lugar en la categoría de Diseño de Vestuario Profesional en el World Stage Design (WSD) 2025 en Sharjah, el 3er lugar en Vestuario Emergente en el WSD 2022 en Canadá, y el premio a Mejor Escenografía en el Festival International des Écoles Supérieures d’Arts Dramatiques 2023 en Marruecos. Su trabajo ha formado parte de importantes exposiciones y encuentros internacionales, como el Prague Quadrennial (2011, 2019 y 2023), Critical Costume (2020 y 2022) y World Costume in Action (2022 y 2023).

¿Podrías presentarte?

Soy diseñadora de vestuario, artista visual y docente con cerca de quince años de experiencia. Mi práctica explora el vestuario como dispositivo escultórico y de movimiento, también como una extensión del cuerpo que modifica la percepción del espacio y la presencia. Trabajo desde un enfoque que consiste en integrar valores escultóricos en el diseño de vestuario escénico.

A lo largo de mi trayectoria he colaborado con compañías, instituciones culturales y proyectos interdisciplinarios en México y algunos internacionalmente.

¿Cómo surgió tu interés en la sostenibilidad? (ecoscenografía / prácticas escénicas sostenibles)

Mi interés no surgió desde el concepto formal de “sostenibilidad”, sino desde una preocupación más enfocada por los procesos, el valorar los conocimientos de mi equipo y el vínculo con las materialidades.

En ese sentido, mi aproximación puede resonar con ideas de sostenibilidad, pero no nace desde un marco teórico ecológico, sino desde un hacer artesanal que privilegia el cuidado, la conciencia y el respeto por los recursos y por quienes los trabajan.

¿Puedes contarme más sobre tus prácticas de diseño sostenibles?
En mi trabajo hay decisiones que pueden coincidir con prácticas asociadas a la sostenibilidad, como reutilizar materiales, transformar piezas existentes o aprovechar recursos que ya están disponibles. Sin embargo, estas elecciones provienen de la manera en que me relaciono con la materialidad y con los procesos artesanales.
Para mí, estas prácticas surgen de una ética del cuidado y del respeto por el entorno y el trabajo manual.

¿Cómo integras la circularidad en tus procesos de diseño?

A veces un material continúa su vida en otro proyecto o se reconfigura, como parte natural de mi proceso, donde los materiales encuentran nuevos usos según las necesidades del trabajo.

¿Cómo integras la eco-creatividad?
Mi enfoque está más ligado al cuerpo, al movimiento y a las expresiones mismas del vestuario como escultura viva. Si hay alguna afinidad con lo ecológico, surge desde la proximidad con los materiales. Recientemente hice un proyecto donde los materiales se enfocaban en fibras naturales, procesos de germinado y técnicas artesanales.  Considero que es mi proyecto más vinculado al tema. Creo que, con ese proyecto me estoy acercando a otras estrategias de trabajo.

¿Crees que ser sostenible limita tu estética?

Cuando trabajo con materiales naturales o disponibles en mi entorno, más que sentir una restricción, encuentro posibilidades distintas, observo las texturas, los comportamientos de la materia y el diálogo con el cuerpo.
Pese a que mi práctica no parte estrictamente de un marco teórico de sostenibilidad, me enfoco en una relación consciente y respetuosa con la materialidad, los procesos manuales y el cuidado del cuerpo. En ese sentido, las decisiones que tomo no han limitado mi estética, sino que han ampliado otras formas de experimentar con el vestuario y su presencia escénica.

¿Has trabajado con alguna organización con política medioambiental?

Hasta ahora no he colaborado directamente con organizaciones que tengan políticas medioambientales aplicadas específicamente al diseño de vestuario o a los procesos escénicos.
Sin embargo, con mi equipo de trabajo procuramos un uso responsable de recursos que fomentan prácticas de producción artesanales y decisiones éticas.

¿Qué facilitaría trabajar de manera más ecológica?

Creo que sería más sencillo trabajar de manera ecológica si existiera un programa solido que apoye y fomente la reparación y el mantenimiento en lugar del reemplazo.
También ayudaría que los calendarios de producción permitieran procesos más pausados y reflexivos, ya que las prácticas cuidadosas requieren tiempo y no siempre son compatibles con la urgencia de los proyectos escénicos.
Desde mi práctica personal, considero que contar con estas condiciones permitiría integrar estrategias ecológicas de manera más orgánica, sin forzar el proceso creativo.

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