EcoSisters: Angelica Martins on Using Slow Design and Material Reuse to Transform Limitations into Creative Opportunities (Brazil) 

In this interview from the EcoSisters series, Angelica Martins, a Brazilian costume designer with over 13 years’ experience, shares her sustainable journey in performing arts. She explains how her childhood, marked by creative material reuse, shaped her current practice based on Slow Design principles. Angelica emphasises working with guiding questions at each creative stage, prioritising circularity, natural dyes, and repurposing industrial fabric scraps. For her, sustainability isn’t a limitation but rather a creative drive that transforms constraints into poetic opportunities. Her project Wings of Imagination was awarded at World Stage Design 2025. 

Angelica Martins is a designer of scenic visuality—specializing in costumes and a cultural producer, with over a decade of experience in Brazil. She holds a degree in Product Design from UNESP. Co-creator of Hup—a circus school and creative hub, an initiative that has impacted around 4,000 people. Recognised as a Cultural Space and Artist of Relevance by the Aldir Blanc Law. Angelica explores connections between the moving body, costumes, scenography, and dramaturgy in the creation of sensitive visual worlds, focusing on immersive experiences based on concepts such as ergonomics, semiotics, and Slow Design to construct innovative, collaborative, and sustainable aesthetics.

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*You can find the interview translated into Portuguese below. 

Could you please introduce yourself?  

I am Angelica Martins, a Brazilian costume designer, artistic producer, and cultural mediator, with over 13 years of experience in the creation and management of performing arts projects. For eight years, I directed the Hup Circus School, where I developed festivals, shows, and costumes that directly impacted more than 4,000 people. In 2020, I was recognized as a Cultural Space and Artist of Significance by the Brazilian federal policy. I have a degree in Product Design, with ongoing research on costume design in dialogue with dramaturgy and movement. My project, Wings of Imagination, was selected and awarded in the Emerging Costume Designer category at World Stage Design 2025, making me the only Brazilian among the 100 designers chosen worldwide.  

Can you talk about how your interest in sustainability came about? (i.e., interest in ecoscenography and sustainable theatre practice)  

Can you tell me more about your sustainable design practices?  

Currently, my practices are guided by the principles of Slow Design and by guiding questions that help me act consciously at every stage of the process:   

  • Where does the material come from? Can it be revealed or reused? (Reveal)   
  • What function can it take on beyond the obvious? Can it transform or evolve? (Expand)   
  • What feeling, narrative, or reflection do I want to provoke in the audience and the performer? (Reflect)   
  • Who can participate in this creation? Is it possible to involve the community, the performer, or the artisans? (Collaborate / Participate)   
  • What will be the life of the object after the performance? Can it be taken apart, reused, or reborn in another context? (Evolve)   

These guidelines help me bring together aesthetic coherence, environmental responsibility, and dramaturgical meaning.  

How do you bring circularity into your design processes?  

I seek to design in a way that nothing becomes waste. This includes making full use of materials, cuts that generate minimal leftovers, strategic fittings, and reusable components. I work with reuse, modularity, and repairability whenever possible. In many projects, I apply natural dyes and prioritize fabrics sourced from industrial discards or pre-existing pieces, which I deconstruct and transform into new costume bases. This approach values not only waste reduction but also the stories, memories, and symbolic layers present in the repurposed materials.  

How do you bring eco-creativity into your design processes? (i.e., ecological approach to your artistic process)  

Do you think that being sustainable is a limitation in your aesthetics? (Why? Why not?)  

No. On the contrary, I see sustainability as a creative drive. Material limitations challenge me to explore new solutions, transform objects, experiment with techniques, and create an aesthetic that arises from a sensitive relationship with matter. For me, “limitation” is just an ethical boundary that guides how I can be more productive with minimal resources, without losing poetry, functionality, or conceptual coherence.  

Have you ever worked with an organization that has an environmental policy?  

Not yet. So far, my projects have been self-initiated or developed in collaboration with independent artists. However, I am very interested in working with organizations that have established environmental policies.  

Personal collection: self-portrait. Photo by Angelica Martins. 

What would make it easier for you to do things in a greener way?  

Having more time available in the stages of research, experimentation, and creation. Time is a determining factor for ecological practices—such as reuse, natural dyes, artisanal processes, and modular design—to be applied more thoroughly. When time stops being urgent, I can work more responsibly, creatively, and in alignment with the principles I believe in. 

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EcoSisters: Angelica Martins, Slow Design e Reutilização de Materiais (Brasil)  

Nessa entrevista da série EcoSisters, Angelica Martins, figurinista brasileira com mais de 13 anos de experiência, compartilha sua trajetória sustentável nas artes cênicas. Ela explica como sua infância, marcada pela reutilização criativa de materiais, moldou sua prática atual baseada nos princípios do Slow Design. Angelica enfatiza que trabalha com perguntas-guia em cada etapa criativa, priorizando a circularidade, tingimentos naturais e reaproveitamento de tecidos industriais. Para ela, a sustentabilidade não é limitação, mas sim um impulso criativo que transforma restrições em oportunidades poéticas. Seu projeto Wings of Imagination foi premiado no World Stage Design 2025. 

Angelica Martins é designer das visualidades da cena – especialista em figurinos e produtora cultural, com mais de uma década de trajetória no Brasil. Seu projeto Wings of Imagination foi selecionado e premiado na categoria Emerging Costume Designer do World Stage Design 2025 em Sharjah – Emirados Árabes, tornando-se a única brasileira entre os 100 designers escolhidos mundialmente. Graduada em Design de Produto pela UNESP. Co-criadora da Hup – escola de circo e núcleo criativo, iniciativa que impactou cerca de 4.000 pessoas. Reconhecida como Espaço Cultural e Artista de Relevância pela Lei Aldir Blanc. Angelica investiga conexões entre corpo em movimento, figurino, cenografia e dramaturgia na criação de mundos visuais sensíveis, com foco em experiências imersivas a partir de conceitos como ergonomia, semiótica e Slow Design para a construção de estéticas inovadoras, colaborativas e sustentáveis. 

Você poderia se apresentar?   

Sou Angelica Martins, figurinista, produtora artística e mediadora cultural brasileira, com mais de 13 anos de experiência na criação e gestão de projetos nas artes da cena. Durante oito anos dirigi a Escola de Circo Hup, onde desenvolvi festivais, espetáculos e figurinos que impactaram diretamente mais de 4.000 pessoas. Em 2020, fui reconhecida como Espaço Cultural e Artista de Relevância pela política federal brasileira. Sou formada em Design de Produto, com investigação contínua sobre figurino em diálogo com dramaturgia e movimento. Meu projeto Wings of Imagination foi selecionado e premiado na categoria Emerging Costume Designer do World Stage Design 2025, tornando-me a única brasileira entre os 100 designers escolhidos mundialmente.   

Você poderia falar sobre como surgiu seu interesse por sustentabilidade?   

Você poderia me contar mais sobre suas práticas de design sustentável?   

Atualmente, minhas práticas se orientam pelos princípios do Slow Design e por perguntas-guia que me ajudam a agir com consciência em todas as etapas do processo:   

  • De onde vem o material? Ele pode ser revelado ou reaproveitado? (Revelar)   
  • Qual função ele pode assumir além do óbvio? Pode se transformar ou evoluir? (Expandir)   
  • Que sensação, narrativa ou reflexão desejo provocar no público e no performer? (Refletir)   
  • Quem pode participar dessa criação? É possível envolver a comunidade, o performer ou artesãos? (Colaborar / Participar)   
  • Qual será a vida do objeto após o espetáculo? Ele pode ser desmontado, reutilizado ou renascer em outro contexto? (Evoluir)   

Essas diretrizes me ajudam a unir coerência estética, responsabilidade ambiental e sentido dramatúrgico.   

Como você incorpora a circularidade em seus processos de design?   

Busco projetar de forma que nada se torne lixo. Isso inclui o uso integral dos materiais, cortes que geram o mínimo de sobras, encaixes estratégicos e componentes reutilizáveis. Trabalho com reuso, modularidade e reparabilidade sempre que possível. Em muitos projetos aplico tingimentos naturais e priorizo tecidos provenientes de descarte industrial ou peças pré-existentes, que desconstruo e transformo em novas bases de figurino. Essa abordagem valoriza não apenas a redução de desperdícios, mas também as histórias, memórias e camadas simbólicas presentes nos materiais reaproveitados.   

Como você incorpora a eco-criatividade em seus processos de design?   

Você acha que ser sustentável é uma limitação em sua estética?  

Não. Pelo contrário, considero a sustentabilidade como um impulso criativo. As limitações materiais me desafiam a explorar novas soluções, transformar objetos, experimentar técnicas e criar uma estética que nasce da relação sensível com a matéria. Para mim, “limite” é apenas uma margem ética que orienta como posso ser mais produtiva com o mínimo de recursos, sem perder poesia, funcionalidade ou coerência conceitual.   

Você já trabalhou com uma organização que tem uma política ambiental?   

Ainda não. Meus projetos até o momento foram autorais ou desenvolvidos em colaboração com artistas independentes. No entanto, tenho grande interesse em atuar com organizações que possuam políticas ambientais estruturadas.   

O que tornaria mais fácil para você fazer as coisas de uma forma mais ecológica?   

Ter mais tempo disponível nas etapas de pesquisa, experimentação e confecção. O tempo é um fator determinante para que práticas ecológicas — como reuso, tingimentos naturais, processos artesanais e design modular — sejam aplicadas com maior profundidade. Quando o tempo deixa de ser urgente, consigo trabalhar de forma mais responsável, criativa e alinhada aos princípios em que acredito.  

Legenda das fotos: 
Coleção pessoal: autorretratos. Fotos de Angelica Martins. 

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